Phoenix Criminal Lawyer
Jul 12

Usando o comando “at” para agendar a execução de um script para desconectar o openvpn automaticamente num horário específico.

Uso o OpenVPN para conectar à minha rede privada quando estou fora e muitas vezes esqueço a conexão ligada. Por este motivo resolve usar um script simples para fazer a desconexão todos os dias às 18:00 horas.

Aqui estão os passos:
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Jul 09

Tutorial para instalar o OpenVPN no IPCop 1.4.X

Já uso o IPCop há algum tempo como meu firewall principal para minha rede de casa. Mantenho um domínio configurado para testes com os seguintes servidores:

* 1 Domain Controller - Active Directory
* 1 Exchange Server
* 1 Scalix Server (para testes)
* 1 servidor rodando uma distribuição Linux para Anti-Spam na frente dos dois servidores de emails
* 1 servidor SFTP (usando o OpenSSH)
* e 1 XBOX modded (modificado) rodando Linux (Xbox Media Centre)

Como não queria mais manter a porta 3389 para Remote Desktop, a 1723 para VPN (usando o Routing and Remote Access do Windows) abertas e como também só checo emails internamente, as únicas portas que precisam ficar abertas são SMTP e SFTP. (Lembrando que quanto menos portas você tem aberta no seu firewall, melhor).
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Jul 08

IPCop - Linux Firewall on your old PC
www.ipcop.org

This document describes how to install the GNU/Linux GPL IPCop firewall and create a small home office network. In the second installment we cover creating a DMZ for hosting your own web server or mail server and the Copfilter proxy for filtering web and email traffic.

This is intended to be a quick and dirty overview on creating a IPCop firewall and comes without warranty of any kind!

What is IPCop

The IPCop project is a GNU/GPL project that offers an exceptional feature packed stand alone firewall to the internet community. Its comprehensive web interface, well documented administration guides, and its involved and helpful user/administrative mailing lists make users of any technical capacity feel at home. It goes far beyond a simple ipchains / netfilter implementation available in most Linux distributions and even the firewall feature sets of commercial competitors.

Firewalls have had to undergo a tremendous metamorphosis as a result of evolving threats. IPCop is exemplary in offering such a range of default features and even further a large set of optional plug-ins which can provide further functionality.

Some of IPCops impressive base install features include: secure https web administration GUI, DHCP Server, Proxying (Squid), DNS Proxying, Dynamic DNS, Time Server, Traffic Shaping, Traffic/Systems/Firewall/IDS graphing, Intrusion Detection (Snort), ISDN/ADSL device support and VPN (IPSec/PPTP) functionality. As if these base features were not an astounding enough there are dozens of add-ons which can further expand the functionality of your IPCop from Web Filtering to Anti virus scanning.
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Ago 29

Texto de Rubem Alves

O livro do Apocalipse fala de um animal horrendo a que, na falta de um nome específico para nomeá-lo, dá o nume de “Besta”. cujo número é “666″. A besta é o Anticristo que, com todas as forças satânicas do universo, se defrontará com m exércitos celestiais, na batalha final do Armagedon. Diante de visão tão horrível os conhecimentos da arte da interpretação dos sonhos que aprendi da psicanálise me faltam e fico sem saber o que dizer. Sei que isso é devido à minha incompetência porque fui informado de que várias seitas religiosas, conhecedoras dos demônios, já identificaram a Besta, o Anticristo, o “666”. Criatura infernal e esperta que é, ela esconde suas muitas cabeças e chifres, apresentando-se disfarçada sob a máscara de uma coisa aparentemente boa e inofensiva. A Besta – assim afirmam esses que conhecem o demônio pessoalmente, - é o computador.
Compreendo que vejam a Besta no computador. Diz Bernardo Soares, heterônimo de Fernando Pessoa, que “o que vemos, não é o que vemos, senão o que somos”, com o que a psicanálise concorda. Conclui-se, assim, que o número de demônios vistos do lado de fora é precisamente igual ao número de demônios que moram dentro daquele que os vê.
0 Antigo Testamento conta a estória de uma outra besta, igual a essas que conhecemos, animal modesto e forte, besta de carga, fazedora de trabalhos, cumpridora de ordens. Assim era a besta de um homem chamado Balaão. Pois o dito cujo, havendo ouvido a palavra de Deus, resolveu fazer o contrário, montou em sua besta para ir na direção oposta. Pois não é que o modesto animal voltou-se repentinamente para o seu dono, repreendeu-o em hebráico impecável, e fez com que ele ouvisse a voz de Deus? Os animais e coisas, mudos e sem fala, podem repentinamente se por a falar e se tornar mestres dos que prestam atenção.
O computador, guardas as devidas proporções, muito se parece com o animal de Balaão: é uma besta de carga de que me valho para trabalhar menos, mais rápido e melhor. Pois comigo aconteceu igual, e a minha besta eletrônica, à semelhança da besta de Balaão, começou a conversar comigo assuntos que não são de computador, assuntos sobre os quais ele não conversa com especialistas,. Ele, não o faz porque os técnicos em computação, a semelhança dos relojoeiros que só pensam relógios, só pensam computadores. Como eu nada sei sobre computadores, o computador começou a conversar comigo sobre – pasmem! -  teologia! Isso mesmo. Os mesmos computadores que, para uns. são a encarnação da Besta, para mim a encarnação da mansa besta de Balaão, e me falam sobre as coisas de Deus!
Explico-me.
Não tenho religião. Tenho sob suspeita todas as instituições religiosas. Mas eu tenho “sentimentos religiosos”. Para ter sentimentos religiosos eu não preciso ser adepto de religião alguma; não preciso acreditar em nada. Sentimentos não acreditam. Eles simplesmente “são”. Comovo-me com um por-de-sol, sinto saudades, fico alegre numa manhã radiosa e fresca. Para isso eu não preciso acreditar em nada. Basta-me estar vivo. Assim são meus “sentimentos religiosos”: não dependem nem mesmo de que eu acredite em Deus. Lembra-se da música do Chico que fala da mãe que arruma o quarto para o filho que morreu? Há sentimentos que crescem na ausência. Assim, posso ter sentimentos religiosos mesmo diante da ausência de Deus.
Meus sentimentos religiosos se formam assim. Primeiro, é uma alegria diante da beleza da vida. Nada grandioso. Minha alegria cresce de coisas pequenas: um haicai de Bashô, um poeminha da Cecília, uma pecinha de Bach do “Pequeno Livro de Ana Madalena”, café com leite pão e manteiga, a presença tranqüila do cachorro, o gosto e o cheiro do jambo (comi alguns ontem, na fazenda Santa Elisa), o chuveiro quente (lembram-se da cena do primeiro banho do anjo que havia se tornado homem, no filme Cidade dos Anjos?), ficar deitado na rede, o retorno da borboleta…
Amo essas coisas. E o amor não suporta que elas ,acabem. 0 amor é sempre uma súplica de eternidade: “Que aquilo que se perdeu me seja devolvido!” Assim reza o amor – sempre… Essa reza é o coração da religião.
E aí eu me dou conta de que essa oração não é só minha. Todas as coisas vivos desejam viver para sempre. É por isso que a natureza inventou um truque de eternidade: cada coisa viva tem, dentro de si, uma passagem de volta. É por isso que as plantas florescem. E por isso que os animais copulam. Todos querem plantar suas sementes. Coda floração e cada cópula é uma súplica de eternidade.
Cada semente de planta ou bicho contém um “programa”, igual aos dos computadores, chamado DNA. 0 DNA de cada coisa viva é a garantia da sua eternidade. Cada semente, lugar do DNA, é um disquete com a receita para que aquilo que morreu venha de novo a vida.
Assombro-me que a natureza tenha inventado tal artifício de eternidade. Se não o tivesse feito, toda a vida ¡á teria desaparecido.
E nós? Diferentes dos animais e das plantas. Nos animais e nas plantas o DNA é receita completa: todas as informações estão lá. Mas nós somos diferentes. Nosso programa não esta concluído. Ternos de inventar o que está faltando. Ha, em nossos corpos, um espaço vazio que nos desafia a criar. É o que se chama “liberdade”. A ciência, a poesia, a arquitetura, a música, a culinária, as religiões, a jardinagem, as artes eróticas, o brinquedo: tudo isso são invenções humanas para completar aquilo que falta em nosso DNA. É assim que fazemos o nosso soltware. a nossa alma.
E eu me perguntei se a natureza, tão cuidadosa em garantir a eternidade dos pernilongos, dos sapos, dos sabiás, dos eucaliptos, dos girassóis e das violetas, não teria um artifício também para garantir a eternidade das coisas belas que inventamos. Seria uma pena se elas se perdessem!
Lembrei-me de que os computadoras possuem uma peça chamada “disco rígido”, ou winchester: é o lugar onde as “informaçõcs” são “salvas”. Essa palavra “salvar’ pertence ao discurso religioso. Cristo salva! 0 seu contrário é “perder”. Quando uma informação é “salva” ela não se “perde”. 0 texto está vivo na tela. Se eu desligar o computador ele some, morre, se “perde”. Mas, se antes de desligar, eu o “salvar”, então, mesmo com o computador desligado, ele estará preservado na “memória” do computador. Pelo poder da memória do computador os mortos que nela estão “salvos” podem ressuscitar.
Brinquei então com a idéia (de tão louca acho que ninguém ainda a pensou) de que é possível que o universo também tenha um “disco rígido” onde as coisas que vão morrendo ficam “salvas” numa memória cósmica. Assim, nada se perderia. Só que, na minha fantasia, só são “salvas” as coisas que amaram e foram amadas. As outras, que nem amaram e nem foram amadas, são “deletadas”: desaparecem. Assim, tal e qual no computador, aquilo que morreu e foi “salvo” na memória cósmica pode repentinamente ressuscitar…
Qual seria um nome apropriado para esta memória do universo que salva, eternamente, as coisas do amor e apaga, eternamente, as coisas do ódio? Talvez Deus.
Viram? 0 computador me fez pensar fantasias teológicas que ninguém antes pensou. Fico rindo de felicidade enquanto minha bolha de sabão vai subindo…

Ago 19
Ashiran

Morro Velho 

 Letra de Milton Nascimento

No sertão da minha terra
Fazenda é o camarada que ao chão se deu
Fez a obrigação com força
Parece até que tudo aquilo ali é seu
Só poder sentar no morro
E ver tudo verdinho, lindo a crescer
Orgulhoso camarada de viola em vez de enxada

Filho de branco e do preto
Correndo pela estrada atrás de passarinho
Pela plantação adentro
Crescendo os dois meninos, sempre pequeninos

Peixe bom dá no riacho
De água tão limpinha, dá pro fundo ver
Orgulhos camarada conta histórias pra moçada

Filho do sinhô vai embora
É tempo e estudo na cidade grande
Parte, tem olhos tristes
Deixando o companheiro na estação distante
“Não me esqueça amigo, eu vou voltar”
Some longe o trenzinho ao deus-dará

Quando volta já é outro
Trouxe até sinhá-mocinha para apresentar
Linda como a luz da lua
Que em lugar nenhum rebrilha como lá
Já tem nome de doutor
E agora na fazenda é quem vai mandar
Seu velho camarada já não brinca, mas trabalha